Teorias insanáveis.

Um bocado de senso comum baseado em um dedinho de literatura misturada à música e ao cinema. OU: uma bomba de suposições irremediáveis. __Tanto faz.__

Teorias insanáveis.

Um bocado de senso comum baseado em um dedinho de literatura misturada à música e ao cinema. OU: uma bomba de suposições irremediáveis. __Tanto faz.__
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Terra Blog

Arquivo de: Setembro 2007, 25

25.09.07

Para instigar puritanos.

categorias: Bobeiras minhas.

“Ah! Faze-me ditoso, e sê ditosa.
Amar é um dever, além de um gosto,
Uma necessidade, não um crime,
Qual a impostura horrísona apregoa.
Céus não existem, não existe inferno,
O prêmio da virtude é a virtude,
É castigo do vicio o próprio vício.”


É uma lástima parte da juventude brasileira não ter interesse, ou se o tiver, não ter acesso a poesias tão visionárias.
Meu, o cara conseguiu sintetizar o pensamento de muita gente.
Há que se discutir a finalidade de tal colocação.
Neste poema, ele pede pra mulher que ama se entregar a ele.
Num tempo em que sexo é tabu, ele faz sátiras a respeito. Suas poesias são de cunho pornográfico, o que não tira sua leveza. No poema acima, ele trata do assunto “fé” como muitos ateus jamais puderam fazer: não critica religião alguma, apenas faz valer suas razões sobre os pecados impostos pela população temerária aos castigos divinos.
Sutilmente, ele dá um puxão de orelha nas beatices da época.

Só pra ilustrar, saca linguagem do mancebo:

“... Eis Bocage em quem luz algum talento;
Saíram dele mesmo estas verdades,
Num dia em que se achou cagando ao vento.”


Gregório de Matos, assim como ele, relatava as escapadas dos padres menos apegados aos compromissos eclesiásticos. Mas o problema de Gregório, é que ele puxava o saco de superiores, quando precisava de algum favor. Então, não quero falar dele. Mas vou deixar uma poesia aqui, porque é genial:

 

“Pequei, Senhor; mas não porque hei pecado,
da vossa alta clemência me despido;
porque, quanto mais tenho delinqüido,
vos tenho a perdoar mais empenhado.”

 

Ou seja, ele peca e espera ser perdoado sempre, porque Deus tem uma misericórdia infinita, assim como a igreja prega. Ele se vale dessas omissões e lacunas e faz a alegria do povo baiano (seus versos passavam de mão em mão desde os mais pobres até os fidalgos da época, e morreu sem ver suas poesias editadas).
Quero deixar claro que acredito em Deus e sou católica, de ir à missa.

=D

De vez em quando, confesso.





  • criado por  Cáh. criado por Cáh.
  • Postado em 17:56:59

Hipocrisia descarada.

categorias: Bobeiras minhas.

Hipocrisia: 1. Afetação de virtude ou sentimento que não se tem. 2. Fingimento, falsidade.

Descarada: 1. Desavergonhada. 2. Que ou quem é insolente, atrevida.

Na verdade, hoje, quero explicitar uma angústia:
Existem pessoas com variados gênios, isso é compreensível, mas eu odeio topar com sujeitos medíocres.
Como elucida meu livrinho de cabeceira, Aurélio: Medíocre: adj. 1. Que não é bom nem mau. 2. Sem relevo; vulgar.
“Sem relevo” é o ponto. Não acrescenta nada em lugar algum e dá lição de moral chinfrim.
Só pra exemplificar - sem nenhum cunho pessoal -, o chefe é a figura exata. Mas não é qualquer chefe. É aquele chefe de cidadezinha do interior, que o máximo que sabe é que atacado e varejo se distinguem porque varejo tem o “v”, de venda, e o que sobra é custo, pro atacado.
Em certa ocasião, descontente com meu ordenado medícocre (neste caso, “vulgar”, que quer dizer: 1. Reles..., que por sua vez, significa: 1. Muito ordinário, desprezível. 2. Insignificante, pífio.), fui a uma entrevista de emprego. Tudo parecia um teatro, no caso, um monólogo. Ele falava com as mãos apoiando o queixo, com voz forte e frases incoerentes. A derradeira foi: “Eu quero que você me convença do porquê de te contratar”. Pasmem: o cargo era de recepcionista, o tempo de serviço era uma afronta e o salário só compensava pela distância da minha casa. Com muita sutileza, mandei-o enfiar o emprego no rabo.
Mentira.
Na verdade, dei um sorrisinho sarcástico e falei qualquer coisa. Me senti na frente de um fajuto Roberto Justus.
Ridículo!
Ok. Não consegui o emprego. Quem ficou com ele, foi uma “risadinha” que estava com a saia aqui. Aqui. É, aqui mesmo.
Ser medíocre não é pra qualquer um, é um exercício constante.
Existem aqueles que se gabam por serem “o pobre que conseguiu ficar rico começando de muito baixo” e, por isso, enaltecem a humildade pachorrenta (1. Conformação mista de indolência).
Posições infundadas me dá nos nervos.
O fato é que estou farta desse mundo em que as pessoas sempre têm algo a dizer sobre alguma coisa, e palpitam inconsequentemente. Já dizia Raul: “...eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo...”. Eita vidinha cacete!

Essa sou eu. Cheia de idéias idiotas que mudam dependendo da estação de rádio que esteja ouvindo.

=D

Fui bastante hipócrita ao falar sobre mediocridade. Essa é a graça do tal do blog.

\o/


Obs*: abaixo às risadas estranhas na internet. Tipo: hsuahsuahsuahsusa, ou ksokoskopskopskoskosko. Se é pra forjar uma risada e impressionar os imbecis que acham “cool”, manda logo as duas mãos no teclado: werjsdjfcwejfskdruiw09erfmdslmffjfsdfidsfnskdfjsd.
Legal, não? o.O'


*Nada a ver com a explanação anterior. Só pra desabafar.

  • criado por  Cáh. criado por Cáh.
  • Postado em 15:24:26